Carta aberta de Duval Vianna ao presidente da OAB/RJ


“É possível enganar algumas pessoas todo o tempo; é também possível enganar todas as pessoas por algum tempo; o que não é possível é enganar todas as pessoas todo o tempo”” (Abraham Lincoln)

 

Senhor Wadih Damous,

Tomei conhecimento de virulento ataque à minha pessoa, num panfleto intitulado boletim de campanha da NovaOab, que vem sendo distribuído à porta dos tribunais desde o dia 29 de outubro, tentando rebater as denúncias feitas pela Chapa 33 Mais OAB sobre a insolvência da Caarj; a alienação do plano de saúde; a entrega das livrarias a preço de banana; a deterioração das contas da OAB/RJ, etc.

O indigitado boletim de campanha afirma que, na presidência da Caarj, eu teria fechado vários Cepros e, por não concordar com a entrega do plano de saúde à Unimed, teria sido “defenestrado” da presidência.

Há exatos três anos, quando participávamos da campanha que nos levou à vitória na OAB/RJ e na Caarj, nunca poderia imaginar que hoje seria desrespeitado por um velho companheiro que, então, me pediu “pela nossa amizade para aceitar a candidatura à presidência da Caarj, afirmando que o meu nome seria o único capaz de unir todas as correntes que integravam aquela chapa.

Realmente, não poderia conceber, jamais, que o nosso fraterno relacionamento, fundado na árdua batalha à frente do Sindicato dos Advogados para a retomada da OAB/RJ e para a recuperação da Caarj e do seu plano de saúde (se está esquecido de nossas promessas de campanha, releia os boletins da época) terminaria no momento em que você resolve descumprir os compromissos assumidos, talvez fascinado pelo poder, para concretizar projetos políticos pessoais que passam bem longe dos interesses dos advogados.

Não vou, aqui, polemizar a respeito das questões que são objeto do malfadado boletim de campanha, pois serão convenientemente tratadas pela Chapa 33 Mais OAB, liderada por Lauro Schuch, como, por exemplo, a decisão de entregar as livrarias da Caarj a um concorrente, que despediu toda a equipe de vendas, formada durante anos, treinada para atender os advogados de maneira diferenciada, cedendo o nome comercial da Livraria Caarj, os pontos comerciais e as lojas de propriedade da Caarj por um preço simbólico, permitindo que as lojas com menor faturamento, como Petrópolis e Nova Friburgo, venham a fechar em prejuízo dos advogados.

O objetivo desta carta aberta é dizer a você (que nunca se interessou em ler os relatórios enviados), bem como tornar público que, durante a minha gestão na Caarj, um único centro médico foi fechado, em Campos, por falta de procura dos advogados, que eram atendidos pelo sistema público satisfatoriamente. No período jan/jul/2007, mês do fechamento, a média de consultas foi de 41,5/mês, com um resultado negativo no exercício de 2.007 de 227.000,00. O fechamento do centro foi objeto de comunicação prévia ao presidente da sub-seção, que compreendeu as razões da decisão tomada.

Por outro lado, no dia 6 de março de 2008, durante a sessão do Conselho, após enumerar as razões pelas quais não recomendava a entrega do plano à Unimed, que levou o ativo e nos deixou o passivo, tornei pública a minha recusa em assinar o contrato.

Apesar do apoio que recebi de vários conselheiros, a entrega do plano foi deliberada e, no dia 12 de março, renunciei ao cargo. Devo ressaltar que a maior parte das minhas previsões a respeito desta alienação está sendo confirmada.

As palavras supostamente ditas pelo presidente da sub-seção de Campo Grande, transcritas no malsinado boletim de campanha, não se referiram ao fechamento do centro médico ali existente. Relatam o inconformismo daquele dirigente contra a reformulação levada a efeito pela gerência médica da Caarj, remanejando médicos que pouco produziam em razão da baixa procura. A aplicação de critérios técnicos ao funcionamento do centro médico revoltou aquele dirigente, quando pretendeu que prevalecessem seus interesses políticos, no que foi apoiado por você, aparentemente esquecido de que uma das nossas promessas eleitorais foi gerir a Caarj de forma profissional, sem permitir interferências políticas ou atender a interesses pessoais.

Através dos comunicados da Chapa 33 Mais OAB, já estão sendo conhecidas pela nossa classe as condições em que você obteve o assentimento da maioria do Conselho para entregar o plano de saúde à Unimed e as consequências desta decisão, pelo que esta carta aberta se limitará a repudiar os ataques pessoais sofridos e anunciar que serão objeto de reparação por via judicial.

Espero que você tenha a coragem de assumir a autoria ou a responsabilidade pelos ataques à minha honra e a meu nome, em resposta à notificação que lhe está sendo enviada, como preparatória à ação judicial a ser proposta.

Assim, estaremos novamente no tribunal, não como da última vez, quando fui seu advogado.

Desta vez, estaremos em lado opostos.

Duval Vianna

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  1. #1 by sara oliveira at 13 de novembro de 2009

    Duval,
    Antes tarde do que nunca.
    Bem vê você agora quem é o Wadih!
    Um oportunista de primeira linha.
    Sara

(não será publicado)
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