LAURO É MAIS OAB
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Lauro Schuch apresenta suas propostas para OAB/RJ no CONJUR
A revista Consultor Jurídico abriu suas páginas para que candidatos às eleições da OAB, de todo o país, divulguem suas propostas de gestão. Veja as propostas apresentadas por Lauro Schuch no Conjur no dia 21 de outubro de 2009.
Sou candidato à presidência da OAB-RJ pela chapa “Mais OAB” porque, junto com tantos outros dignos e militantes advogados, defendemos a sadia alternância no comando da Ordem, como forma de manter a dinâmica de suas lutas e constante renovação.
No Rio de Janeiro, atualmente, a OAB-RJ tem os seus destinos ditados por um presidente que se afastou dos compromissos assumidos com a classe que o elegeu; compromissos esses que, perante Nilo Batista e tantos combativos advogados que sempre me apoiaram, repelia a reeleição. Para o comando atual, mais importante que a preservação de valores democráticos históricos sustentados pela Ordem dos Advogados do Brasil, como a alternância no poder, é o continuísmo a qualquer custo.
Faço parte da gestão atual da OAB-RJ, que assumiu essa responsabilidade embalada por um forte desejo de mudança em busca do novo. Não me contento com o que foi conquistado, pois, ante a confiança e expectativas depositadas pela classe na última eleição, e das justas demandas da classe, muito mais há por fazer. Uma instituição que incorpora aos seus quadros todo ano cerca de cinco mil novos advogados não pode perder sua energia e vitalidade.
Nossas prioridades serão tratar das questões que hoje mais perturbam a advocacia. Primeiro as prerrogativas, que continuam sendo desrespeitadas. Lutei pessoalmente pelo fim da revista discriminatória dos advogados no Fórum do Rio, tive reuniões com a direção do Tribunal de Justiça do Estado, mas isso não é suficiente. O fim da catraca no Fórum do Rio parece uma grande conquista, mas na verdade é apenas mais um direito dos advogados. Continuam intactos os muros que afastam os advogados do sistema no qual ele é agente indispensável.
No dia a dia o advogado continua enfrentando outras sérias barreiras no exercício da sua atividade e a OAB-RJ ainda não dá a isto a devida importância. Precisamos fazer com que todos os setores que atuam nesse cenário do Direito compreendam o papel do advogado, que não pode ser desrespeitado como cotidianamente vem sendo, em inaceitável violação da lei e em afronta ao cidadão que tem no advogado seu representante perante o Poder Judiciário e demais autoridades públicas e seus agentes.
A Ordem não está aparelhada de forma adequada para prestar atendimento à classe, quando da violação de suas prerrogativas, prontamente e com eficácia. Ou seja, não basta apenas a propaganda da candidatura oficial. A realidade que nós advogados vivemos — eu pessoalmente há mais de 30 anos — não se reflete nesse discurso. Muitos juízes não nos atendem; isso é lamentável e prejudicial à boa jurisdição. A Justiça não vai funcionar bem se não contar com a contribuição da advocacia.
Outro cuidado especial será com o valor da anuidade cobrada pela OAB-RJ, que continua sendo uma das mais altas do país. A esse respeito nossa meta é clara: Reduzir a anuidade e implantar o projeto de anuidade zero! Já temos implantar isso, como expressão da sensibilidade e criatividade do nosso grupo, que pensa nos problemas da advocacia e encontra soluções óbvias e fáceis de serem executadas.
Outra prioridade é promover iniciativas, sobretudo qualificação através da ESA, visando abrir novos mercados para advogados iniciantes, especialmente na área de petróleo e gás, meio ambiente, direito desportivo, eleitoral e outros campos onde ainda há necessidade de profissionais que a Ordem poderia qualificar e orientar.
A Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro foi sucateada e terceirizada. Nossa visão é de uma CAARJ restabelecida para a assistência à advocacia, para que o profissional sujeito a qualquer infortúnio nela encontre amparo e solidariedade.
Com relação ao plano de saúde, no convênio com a Unimed, assinado sem a devida transparência no Conselho Seccional, o advogado é tratado como um cliente como outro qualquer. Tal convênio não corresponde à força de uma carteira com 55 mil vidas. Precisamos ter um tratamento diferenciado. Qualquer outro plano de saúde estaria dando ao advogado, além de preços menores, um atendimento VIP, com call center dentro da própria CAARJ para garantir o pronto atendimento, para que os advogados não entrem em filas ou fiquem penando com guias nas mãos.
Quando o atual presidente tomou posse a CAARJ tinha uma dívida em torno de R$ 40 milhões. Cerca de R$ 15 milhões foram pagos, e hoje a CAARJ está devendo mais de R$ 70 milhões. Logo, ainda não foi saneada, como apregoa a propaganda oficial. Precisamos tratar disso com verdadeira transparência e responsabilidade, o que nos obriga a fazer uma rigorosa auditoria.
Em suas lutas, através da OAB, bravos e destemidos advogados deram históricas contribuições ao país, destacando-se a defesa da democracia e da dignidade humana durante o regime de exceção; a luta pela anistia; pelas diretas já; pela instalação de uma assembléia nacional constituinte, dentre tantas outras.
Através da OAB, é preciso também valorizar a advocacia e os advogados. A Ordem deve constituir a trincheira do cidadão e a vanguarda do Direito, valorizando e defendendo o advogado como agente indispensável à boa administração de justiça.
Natal sem alvará
SALA COFRE DEIXA O COFRE DO ADVOGADO VAZIO
A Justiça do Trabalho vai parar por uma semana gerando grandes prejuízos para todos os advogados trabalhistas.
Advogados são essenciais para a democracia
Os advogados são essenciais a distribuição de Justiça e a consolidação do processo democrático, sem as quais não pode haver cidadania, progresso, desenvolvimento.
Por isso mesmo, causou estranheza a declaração infeliz do presidente Lula no jornal “O GLOBO” que ao relatar uma experiência pessoal com um advogado desrespeitou toda a nossa classe.
No seu relato, o Presidente afirmou que esse advogado tentou “ficar” com 20% da sua indenização quando perdeu o dedo na década de 60.
Apesar do seu passado como operário, o Presidente deve ter esquecido que esses 20% deve ter sido certamente a remuneração prevista pela própria OAB pelo trabalho desenvolvido por aquele advogado que, ao que tudo indica, obteve sucesso ao condenar aquele que lhe tirou o dedo a pagar uma indenização.
Uma declaração dessa natureza feita pelo Presidente da República, passa a ideia de uma profissão totalmente exercida por indivíduos mal intencionados, sempre prontos a se aproveitar da ingenuidade ou da ignorância das pessoas para obter vantagens pessoais.
No entanto, como advogados que somos, não podemos deixar de emitir esse desagravo à classe, que tantas figuras notáveis já concedeu ao País, às quais todos nós, incluindo o presidente, devemos inúmeras conquistas e continuamos a dever o nosso reconhecimento e a nossa gratidão.
RESPOSTA DA CHAPA MAIS OAB PUBLICADA NO JORNAL O GLOBO
PRESIDENTE LULA, MERECEMOS RESPEITO!
Presidente Lula, o Sr. foi no mínimo infeliz na forma como criticou os advogados,contrapondo-os aos defensores públicos. Infeliz porque, graças à repercussão natural dos comentários de um Presidente da República, deu margem à generalização de uma imagem negativa e distorcida de uma categoria a quem o Sr. pessoalmente, sua família, seu partido, os sindicatos e a própria sociedade brasileira tanto devem. Aquele modesto advogado que o procurou oferecendo-se para ajudá-lo na busca da indenização pela perda de um dedo é a expressão viva de uma classe que trabalha duro para sobreviver. Ele estava cobrando a remuneração que a lei garante. Infelizmente, ele disputa um mercado aviltado pela profusão dos cursos de Direito que os sucessivos governos permitiram. Mas este humilde advogado de porta de fábrica merece o mesmo respeito, porque integra uma categoria que o ajudou, Presidente, a garantir os direitos obtidos em dissídios coletivos; que o tiraram da cadeia e o livraram da tortura; que o ajudou a obter aposentadoria especial por perseguição política. Foi esta categoria, Sr. Presidente que, através da Ordem dos Advogados do Brasil, liderou o movimento pela democracia, libertou inocentes dos porões da ditadura, lutou pela anistia política e encabeçou o impeachment de um ex-presidente acusado de corrupção. Essa mesma categoria, por lei, é considerada essencial à prestação da Justiça. A ética na advocacia e a qualificação do mercado de trabalho devem ser continuamente zeladas pela OAB. Mas, nem mesmo uma eventual conduta antiética de algum profissional deve ser rotulada negativamente de forma tão infeliz por ninguém, muito menos por um Presidente da República que, ao longo de toda carreira como sindicalista e político, teve sempre ao lado algum advogado para zelar por seus justos interesses.
Nós, advogados brasileiros, merecemos respeito!
Lauro Schuch é advogado e líder do movimento MAIS OAB
Por que a OAB-RJ está dividida
Na última eleição da OAB-RJ a oposição se uniu em torno de compromissos e venceu as eleições; lamentavelmente os principais compromissos não foram cumpridos. E a OAB-RJ rachou. O presidente eleito passou a atuar de forma que ele condenava quando era candidato, decidindo tudo sozinho e decidindo mal, sem ouvir ninguém.
Muitos Conselheiros e Diretores, alguns até indicados pelo presidente, foram por ele perseguidos e deixaram seus cargos. Outros, como o vice presidente Lauro Schuch, resolveram permanecer no cargo para impedir por dentro que a OAB-RJ virasse um caos na atual administração. Milhares de advogados que consideram fundamental o presidente da OAB-RJ ser um homem que honre a palavra querem passar a OAB-RJ a limpo, não permitindo a possibilidade de lá se estabelecer um balcão de negócios. E criaram o movimento MAIS OAB com Lauro Schuch para cumprir, na próxima gestão, todos os compromissos que não foram cumpridos pelo atual presidente.
Veja alguns deles:
1 - Defesa das prerrogativas
2 - Redução substancial da anuidade e não apenas o congelamento
3 - Respeito às subseções com o fim da humilhante política do pires na mão, e repasse de parte do dinheiro que pertence a elas ao invés de, as vésperas da eleição, a presidência oferecer “bugingangas” e pequenas reformas para tentar obter votos
4 - Transparência nas contas: tudo disponível na internet, para você saber como e em que foi utilizado o seu dinheiro
5 - Transformação da ESA em instrumento de qualificação da advocacia
6 - Efetiva recuperação da CAARJ com o pleno restabelecimento e a esxpansão dos CEPROS
7 - Fim de todas as mordomias, inclusive o carro blindado de luxo e segurança pessaol utilizados pelo presidente e pagos pela Entidade.
Você deve estar vendo o atual presidente da OAB utilizando-se da máquina para tentar se reeleger. Fazendo pior que seu antecessor, de quem ele reclamava. Até para ter acesso aos nomes e endereços dos advogados a Mais OAB teve de recorres á Justiça. Mas os advogados não vão permitir que comportamentos autoritários, antidemocráticos e personalistas se estabeleçam na OAB-RJ. Todos estão se unindo na MAIS OAB com Lauro Schuch. É a volta da OAB-RJ para os advogados.
Processos éticos disciplinares colocados em pauta deixam de ser apreciados, porque o presidente simplesmente cancela uma sessão ordinária do Conselho da Ordem
E veja: não foi nem mesmo um adiamento, o que já o colocaria em posição desconfortável diante das declarações que deu ao jornal.
Foi o cancelamento da sessão ordinária de 17 de setembro último, feito na véspera da sua realização, que estava destinada a julgar sabe o quê? Processos ético-disciplinares.
Isso mesmo, processos administrativos que em situação semelhante a que criticamos no Judiciário, ele denunciava estarem sendo tratados com excessiva lentidão, merecendo urgente atenção e solução por parte da Seccional.
O cancelamento foi criticado por vários conselheiros, incluindo os que integram a chapa MAIS OAB.
Atitudes como essas que o presidente da OAB /RJ reiteradamente assume não dignificam o cargo, não conferem credibilidade a quem as toma, não fazem bem à imagem da Ordem, não engrandecem a advocacia e só fazem duvidar de que a classe pretenda continuar a ser representada assim nos próximos três anos.
DENÚNCIA DE JOSÉ MILHAZES E ARMANDO SOUZA, CONSELHEIROS DO TED, REALIZADA EM ABRIL DE 2009 SOBRE IRREGULARIDADES DE NOMEAÇÕES NO TED REALIZADAS PELO ATUAL PRESIDENTE.
José Luis Milhazes, conselheiro da OAB e Presidente de Turma do TED e o também Conselheiro Armando de Souza denunciaram, no início do ano, a possibilidade de nulidade de julgamentos dos processos éticos disciplinares, em razão de nomeações irregulares de advogados, realizadas pelo atual Presidente da Seccional.
Os advogados não foram eleitos e nem tiveram seus nomes aprovados pelo Conselho, na ocasião em que foram nomeados para composição das Turmas, conforme noticiado na coluna de ANNA RAMALHO, no Caderno Cidade do JB do domingo, dia 4 de outubro.
Na campanha do “vale tudo” para a reeleição, o atual Presidente provoca danosos efeitos nos julgamentos colocados em pauta na Seccional e entra em choque com as declarações que fez na imprensa.
Presidente da OAB/RJ sofre representação na OAB Federal por abuso de poder e falta de ética
O advogado Lauro Schuch, candidato da chapa Mais OAB, representou ao Conselho Federal da OAB contra o presidente da OAB/RJ, requerendo providências urgentes para impedir que ele continue a utilizar os bens e serviços da entidade que dirige para fins eleitorais.
USO DOS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS DA OAB:
No início do mês de maio, os advogados que mantêm endereço eletrônico administrado pela OAB/RJ para efeito de recebimento do recorte digital (webmail), receberam mensagem eleitoreira supostamente enviada por apoiadores do presidente da OAB/RJ pedindo sua reeleição.
O fato surpreendeu e indignou os advogados, em razão da ousadia da iniciativa, talvez inédita em nossa entidade, de uso tão despudorado da máquina oficial em benefício próprio.
No dia 18 de agosto o presidente da OAB/RJ permitiu que outra mensagem fosse divulgada pelo mesmo meio, (quando já se havia lançado oficialmente candidato à reeleição); um “boletim de campanha n° 1”.
AGENDA DE CAMPANHA DIVULGADA POR FUNCIONÁRIO E USO DE CADASTRO ELETRÔNICO DA CAARJ
Não satisfeito o atual Presidente, usando funcionário e lista de mailings da CAARJ, divulgou sua agenda de campanha, conclamando os advogados a participarem de panfletagens e eventos promovidos por sua chapa, fato este já denunciado no site da MAIS OAB.
O presidente da OAB/RJ já havia sido advertido pela Justiça Federal, em ação proposta pelo advogado Lauro Schuch, para deixar de publicar a coluna “palavra do presidente” na Tribuna do Advogado até o encerramento do processo eleitoral, outra manobra eleitoreira do representado.
REPRESENTAÇÃO NA OAB FEDERAL CONTRA O USO DA MÁQUINA
ÉTICA PROFISSIONAL FERIDA
A desabusada utilização dos serviços prestados pela nossa instituição de classe, plenamente caracterizada, retrata a completa falta de ética do presidente da OAB/RJ que não vê limites para a consecução de seus interesses eleitorais.
Por esta razão, o advogado Lauro Schuch requereu ao presidente do Conselho Federal providências urgentes para determinar que as publicações oficiais não contenham qualquer propaganda eleitoral, bem como o patrimônio da entidade não seja utilizado para fins eleitorais, sob pena de intervenção, conforme prevê o Regulamento Geral da OAB.
Por outro lado, tendo em vista a grave infração ao Código de Ética cometida pelo presidente da OAB/RJ, requereu também a instauração de processo administrativo, objetivando apuração dos fatos para aplicação das sanções disciplinares previstas.
Com a palavra, o presidente do Conselho Federal da OAB.
O presidente da OAB/RJ quer agilizar a Justiça. Mas não hesita em paralizar o julgamento de processos éticos disciplinares no Conselho
Como em tantas outras vezes, o atual Presidente utiliza dois pesos e duas medidas. Diz uma coisa e faz outra, tal como fez com relação ao carro blindado, defesa das prerrogativas, uso da máquina pública, concessão de cadastro e outras circunstâncias que já denunciamos aqui.
Desta vez, foi numa entrevista concedida ao Jornal do Commercio. Nela, o presidente da Seccional discorre sobre processos éticos disciplinares e traça um paralelo, lamentando a morosidade do Poder Judiciário. Promete, na entrevista, reduzir as pendências herdadas nesta gestão, bem como acelerar o julgamento desses processos no Tribunal de Ética.
Claro que não apenas os advogados, mas a opinião pública de modo geral, pleiteia mais celeridade por parte da Justiça. Mas o que a advocacia não admite é ser desmoralizada por atitudes que nos enfraquecem nas nossas próprias demandas, ao sermos pilhados em situações semelhantes e até mesmo idênticas às que denunciamos. E foi o que ele fez.
Justiça barra golpe de Wadih, reconduz Tecio ao Conselho e dá a vitória à Chapa Mais OAB
O juiz Antonio Correa, da 9ª Vara do Distrito Federal, deu hoje ao presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, prazo de 48 horas para que reemposse no cargo de conselheiro da entidade o advogado do Rio de Janeiro, Tecio Lins e Silva, que impetrou mandado de segurança contra a tentativa de extinção de sua vaga e ganhou liminar.
“Foi uma vitória da Justiça e da democracia contra um grave desvio de poder, contra uma conspiração que nasceu na OAB-RJ”, comemora Tecio Lins e Silva, que teve seu mandato extinto enquanto exercia, nos últimos dois anos, a função de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, representando a própria OAB.
Eleito com a chapa que passou a comandar a OAB-RJ no inicio de 2007, Tecio Lins e Silva foi nomeado pelo Presidente Luiz Ignácio da Silva para compor o CNJ na vaga destinada à categoria, mas, enquanto exercia essa função, teve extinta sua vaga de conselheiro na OAB. Seu lugar passaria a ser ocupado supostamente em definitivo pelo suplente Cláudio Pereira de Souza Neto, indicado pela OAB-RJ.
“Na verdade era uma tentativa de golpe do presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, em razão de meu apoio à Oposição, representada pela chapa Mais OAB, de Lauro Schuch. Era uma vingança contra mim, por ter rompido com ele, por discordar de sua traição ao compromisso de não tentar a reeleição para a presidência, permitindo a renovação de quadros”, explica Tecio Lins e Silva. Quando foi nomeado para exercer a vaga de conselheiro no CNJ, Tecio, em respeito ao artigo 12, inciso II, da Lei 8.906/94, afastou-se da advocacia, comunicou o fato à Ordem e se licenciou do mandato. Cumprido seu mandato no CNJ, foi surpreendido a decisão da diretoria da Ordem, declarando extinto seu mandato de conselheiro federal. Segundo o juiz Antonio Correa, Tecio Lins e Silva “foi atingido em seu direito por ato ilegal, viciado pelo desvio de poder decorrente da má intepretação dos fatos”. A referida lei estabelece, no artigo 66, inciso I, que “se extingue o mandato automaticamente, antes do seu término, quando ocorrer qualquer hipótese de cancelamento de inscrição ou de licenciamento profissional”.
Acontece, segundo o juiz da 9ª Vara do Distrito Federal, que a entrega espontânea, por Tecio, da carteira profissional para anotação do impedimento, não pode ser encarada como uma confissão de que o afastamento tinha sido espontâneo, configurando extinção, nem que ele estava exercendo, de forma voluntária, atividade incompatível com o exercício da advocacia.
“Ao contrário, o impedimento surgiu em razão de ter cumprido munus da corporação, à qual estão reservadas duas cadeiras no Conselho Nacional de Justiça, que gera dever de indicar seus representantes. Sua atuação se deu em nome da corporação, a qual representou perante o Conselho Nacional de Justiça, não se enquadrando no conceito aberto definido como qualquer hipótese”, sustenta o juiz.
Tecio interpreta que a diretoria do Conselho Federal da Ordem, “em virtude de alguns interesses políticos internos, acolheu uma conspiração que nasceu no Rio de Janeiro e foi comandada pelo presidente da OAB-RJ. Foi uma retaliação (de Wadih) ao meu rompimento político com ele, por discordar de seus objetivos personalistas. A decisão judicial obtida em Brasília significa uma séria derrota para esse golpista e uma vitória da Chapa Mais OAB, da qual faço parte, empenhado que estou em vencer a próxima eleição e devolver a Ordem para o rumo do qual não deveria ter se desviado”.
Leia a íntegra a decisão judicial em relação ao mandado de segurança impetrado por Tecio Lins e Silva, referente ao processo nº2009.34.00.031836-3.









